domingo, 8 de maio de 2011

Filme “Taare Zameen Par”

O Filme Taare Zameen Par-Every Child is Special (Como Estrelas Na Terra-Toda a Criança é Especial) é um filme de origem indiana, que conta a história de Ishaan, um menino que tem dislexia, mas que todos pensam que não quer aprender. Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. As letras dançam na sua frente, como ele próprio diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar sua atenção. O seu pai acredita apenas na hipótese de falta de disciplina e trata Ishaan com muita rigidez e falta de sensibilidade. Após serem chamados à escola para falar com a directora, o pai de Ishaan decide levá-lo para um colégio interno, sem que a mãe possa dar opinião alguma. Tal atitude só faz regredir em Ishaan a vontade de aprender e de ser uma criança. Ele vai-se tornando um menino cada vez mais triste e entra em depressão, sentindo falta da mãe, do irmão mais velho, da vida… e a filosofia do colégio é a de disciplinar cavalos selvagens, o que não ajuda em nada Ishaan. Inesperadamente, um professor substituto de artes entra em cena e logo percebe que está a acontecer algo de errado com Ishaan. Rapidamente o diagnóstico de dislexia torna-se evidente para ele, o que o leva a por em prática um ambicioso plano de resgatar a criança que havia perdido a sua réstia de esperança e vontade de viver.
É um filme excelente que nos ajuda a perceber um pouco melhor o que é a Dislexia e os obstáculos com que se deparam as crianças disléxicas na escola, sobretudo se forem incompreendidas quer pelos professores quer pelos próprios pais. Aqui fica o trailer do filme, espero que gostem, tanto como eu gostei e que desperte a vossa curiosidade…

Disléxicos Famosos

Deixo-vos agora alguns testemunhos de personalidades famosas que ao longo das suas vidas lutaram contra a Dislexia e conseguiram ultrapassar as suas dificuldades, tornando-se actores, nadadores, cientistas, pintores ilustres. Através do seu esforço, dedicação, persistência eles são um exemplo para todos nós, mas sobretudo para as crianças que têm dislexia. Para os pais e profissionais que trabalham com crianças disléxicas é importante motivar e encorajar as crianças, utilizando estes exemplos, pois tal como disléxicos famosos também os seus filhos poderão vencer todos os obstáculos com que se deparam.  
Toyah Willcox
A disléxica Toyah Willcox, cantora e actriz britânica, relata a sua experiência: Em criança, tinha a perfeita noção de que não “me encaixava”. Continuei a sentir o mesmo em adulta. Não conseguia soletrar, a leitura era extremamente difícil para mim e era péssima a aprender qualquer coisa nova. Na escola os professores colocavam-me de lado porque era lenta na leitura, na escrita e na matemática. Nas conversas eu lutava para organizar os meus pensamentos.

Assim, tornei-me agressiva (“bully”), aquele tipo de aluno com comportamentos disruptivos que apenas gastava o dinheiro dos pais na escola privada. Não conseguia ler um livro – era um emaranhado de linhas. Os meus pais não sabiam que era disléxica, apenas pensavam que era preguiçosa.
Naquela altura não se falava acerca de dislexia. Agora apercebo-me que muitas pessoas brilhantes sempre lutaram com estes problemas ao longo da sua vida, sem saberem o que realmente os causava.
Com o tempo desenvolvi estratégias, inventando formas próprias de soletrar e ler, nomeadamente decorando frases para entrevistas e audições.
Eu sou disléxica e tenho de ter ajuda especial para soletrar e ler, mas acredito que qualquer pessoa pode fazer aquilo que quiser, se tiver força de vontade e auto-estima.

Carol Greider
A disléxica Carol Greider é uma bióloga molecular que, juntamente com outros dois cientistas, arrecadou o prémio Nobel da medicina em 2009, pelas suas pesquisas relacionadas com a protecção dos cromossomas através do telómero.
Conheça um pouco mais desta brilhante cientista com dislexia numa entrevista realizada pelo New York Times:
New York Times: Sempre quis ser bióloga?
Carol Greider: Os meus pais eram cientistas, mas eu não era o tipo de criança que frequentasse feiras de ciência. Eu sou disléxica e tive muitos problemas na escola onde era colocada em classes especiais. Eu pensava que era estúpida.
New York Times: Isso deve tê-la magoado…
Carol Greider: Claro que sim. Foi difícil ultrapassar isso. Pensei continuamente em formas de compensar, aprendi a memorizar as coisas muito bem, simplesmente porque não conseguia soletrar. Assim, quando tive química e anatomia, onde tinha de memorizar muitas coisas, apercebi-me que era muito boa nisso.
Nunca planeei uma carreira, tinha muitos obstáculos e por isso apenas continuei em frente. Eu gostava de biologia no secundário, porque adorava fazer experiências, divertia-me imenso. Percebi que este tipo de problema/resolução encaixava no meu estilo intelectual.

Duncan Goodhew
O disléxico Duncan Alexander Goodhew é um nadador britânico, vencedor de duas medalhas dos Jogos Olímpicos: medalha de ouro nos 100 metros peito em Moscovo em 1980 e medalha de bronze nos 4X100 metros em Medley. Duncan era suficentemente inteligente para estar com crianças dois anos mais velhas do que ele, mas tinha aulas com crianças dois anos mais novas. Algo errado acontecia quando ele tentava ler, mas nenhum dos professores sabia explicar a razão. Duncan afirma: “ a Dislexia é como se alguém esmurrasse a nossa auto-estima. Antes de perceberem que eu tinha dislexia, estar na escola era como se estivesse num trabalho para o qual não tinha qualificações ou competências. Todos os dias ficava a olhar para o espaço, a tentar sobreviver à experiência.”

Patrick Dempsey
O disléxico Patrick Dempsey é um actor conhecido da série Anatomia de Grey, diagnosticado como disléxico aos 12 anos de idade. “Fez-me o que sou hoje. Deu-me a perspectiva que tenho de continuar a trabalhar, nunca desistir.”
Este actor afirma que, actualmente luta com a leitura dos guiões e com a memorização das falas: “acho que nas alturas em que me sinto mais inseguro… é muito difícil para mim ler o que está na página. Preciso de memorizar para poder ir em frente.”
Patrick Dempsey contratou um treinador privado para o ajudar com a sua dificuldade de aprendizagem: “Se não conseguia ler uma fala, alguém lia para mim. Depois disto era sempre em frente. Eu luto com a ansiedade cada vez que me sento para ler um texto.”
O actor admite que ajudar a sua filha a ler tem sido terapêutico: “Voltei atrás e aprendo a ler num nível muito básico.”
Este actor desenvolveu a perseverança como resultado da sua experiência com a dislexia: “ Eu nunca desisto!”

Orlando Bloom
O disléxico Orlando Bloom  é um actor famoso. Ele acredita que a dislexia, diagnosticada  na infância, foi a chave para o sucesso que tem hoje. Isto porque Orlando Bloom não era muito bom nos trabalhos escolares, mas era excelente nas artes.
“Por causa da dislexia, sempre tive que trabalhar duas vezes mais para chegar ao mesmo lugar que outra pessoa”. A Dislexia não está relacionada com falta de inteligência, mas com falta de acesso.

O disléxico tem toda a informação que precisa, mas tem dificuldade em processá-la.”
“E agora, sempre que vou a um encontro de negócios, estou  super preparado. Para os testes de ‘O Senhor dos Anéis’,  preparei-me muito. De certa forma, sou grato à dislexia, pois deu-me orientação”, concluiu.

Existem muitos outros disléxicos que se destacaram por desempenharem de forma brilhante as suas actividades, na literatura, no cinema, no desporto, na ciência, na escultura, na pintura, na política e em outros campos. Esses disléxicos famosos incluem Pablo Picasso, Albert Einstein, Alexander Beel, Charles Darwin, Agatha Christie, Walt Disney, Robin Williams, Van Gogh, Tom Cruise, Thomas Edison, Winston Churchill, Oliver Reed, Leonardo Da Vinci e Ben Johnson.

Características dos disléxicos

Geralmente só se detecta se uma criança é disléxica quando esta começa a ler ou se ela apresentar alguns dos sinais anteriormente descritos.
Os indivíduos com dislexia podem apresentar uma ou mais das seguintes características:
·        Problemas no reconhecimento ou na ortografia das palavras;
·        Dificuldade em dar respostas orais rápidas;
·        Dificuldades em estruturar o trabalho escrito (como as composições);
·        Leitura lenta;
·        Erros ortográficos frequentes;
·        Noção do ritmo alterada;
·        Dificuldades no equilíbrio, apresentando dificuldades no controlo postural com oscilações;
·         Dificuldades no reconhecimento direita-esquerda;
·         Confusão entre letras, sílabas ou palavras com grafia parecida mas com diferente orientação no espaço (ex: b - d, d - p, d - q, etc);
·         Dificuldades em ler e interpretar problemas matemáticos;
·         Noção do esquema corporal imperfeita e insuficiente;
·         Dificuldade em memorizar canções e lengalengas;
·        Omissão, adição e substituição de fonemas e sílabas (ex: famosa - fama, casaco - casa, batata-bata, etc);
·         Fraca memória de curto prazo;
·        Dificuldade em seleccionar palavras adequadas para comunicar a nível oral e escrito;
·         Fraca coordenação óculo-manual;
·         Dificuldade em compreender o sentido global de um texto;
·         Soletração imperfeita, leitura sílaba a sílaba ou palavra a palavra;
·         Inversão de letras e de palavras (ex: ia-ai, sal-las, par-pra, bicudo-cubido, etc.);
·         Memória visual pobre, quando estão em causa símbolos linguísticos;
·         Dificuldades em rever textos e em identificar erros;
·         Fraca compreensão auditiva;
·         Problemas nas aptidões de organização;
·         Fraca qualidade da letra;
·         Espectro de atenção reduzido na recepção auditiva;
·         Acesso reduzido a vocabulário adquirido;
·         Problemas de percepção espacial;
·         Dificuldade em memorizar sequências;
·         Dificuldades em recordar-se de nomes;
·         Dificuldades na gestão do tempo;
·         Dificuldades em distinguir entre certos sons vocálicos consonânticos;
·         Confusão com símbolos e abecedário;
·         Escrita reflexa, ou seja, escrevem palavras do fim para o início (por exemplo ‘aduja’ em vez de ‘ajuda’);
·         Movimento errático dos olhos quando lêem;
·         Pouca destreza manual;
·         Pontuação ausente ou pobre;
·         Problemas em seguir indicações de orientação;
·         Caligrafia imperfeita;
·         Falta de organização ao nível dos materiais;
·         Problemas em recordar-se da rotina diária;
·         Fraca compreensão e falta de prazer na leitura;
·         Dificuldades em fazer rimas;
·         Escrita em espelho (normal até aos 7 anos).

Ao nível comportamental as crianças com dislexia apresentam uma atenção instável em consequência da fadiga que lhes advém do empenho na superação das dificuldades perceptivas e um grande desinteresse pelo estudo, dado que geralmente o rendimento e as classificações baixas provocam falta de motivação e de curiosidade. Algumas crianças com dislexia apresentam frequentemente os seguintes problemas emocionais:
·         Ansiedade, instabilidade emocional e dependência;
·         Tensão nervosa;
·         Dificuldade para manter a atenção;
·         Inquietude e, por vezes, desobediência;
·         Reacções comportamentais bruscas e desconcertantes, por vezes sem razão aparente;
·         Falta de controlo de si mesmo;
·         Dificuldade de ajustamento à realidade;
·         Problemas de comunicação;
·         Perturbações emocionais e afectivas;
·         Auto-conceito e auto-estima baixos, com reduzida tolerância à frustração.

Embora a dislexia seja de origem neurobiológica, isto é ela acompanha o indivíduo ao longo de toda a sua vida, os seus efeitos podem ser atenuados. É importante que o diagnóstico seja feito o mais precocemente possível para que os profissionais adequados comecem a trabalhar em benefício da criança, tendo em conta não só as suas limitações mas também as suas capacidades. Desta forma, quanto mais cedo for diagnosticada a dislexia, mais probabilidades de sucesso irão existir.

Prevenir é melhor que remediar - Sinais de alerta da Dislexia


Os pais e os professores são os primeiros a perceber a presença de dificuldades específicas nas crianças com dislexia. Os disléxicos não são como as folhas de um caderno, todas iguais, razão pela qual devemos ter cuidado ao fazer generalizações e descrever o disléxico.
Há uma série de sinais que nos ajudam a identificar a presença de uma possível dislexia em crianças, ainda que nem sempre estes sinais estejam todos presentes e associados.
É importante referir que não se pode diagnosticar dislexia antes de uma criança iniciar a aprendizagem da leitura, no entanto é importante que esta perturbação seja detectada o mais cedo possível, para que se comece a implementar apoio à criança, ajudando-a a ultrapassar as suas dificuldades.
Assim alguns dos primeiros sinais evidenciados pelos disléxicos são:
·        Atraso no início da marcha;
·        Atraso na aquisição da linguagem;
·         Iniciação tardia à soletração, à leitura e à escrita;
·        Problemas de linguagem, tanto na leitura como na escrita, entre os 9 e os 11 anos de idade;
·        Leitura feita de forma lenta, sem ritmo, com leitura parcial de palavras, perda da linha que está a ser lida, confusão quanto à ordem das letras, inversões de letras ou palavras;
·        Problema linguístico na área da sintaxe (vocabulário reduzido, menor fluidez nas descrições verbais) e na elaboração sintáctica (formação de frases);
·        Compreensão verbal deficiente;
·        Falhas na análise sonora das letras ou grafemas (incapacidade para ler fonologicamente);
·        Dificuldade na codificação fonológica (fonética verbal) – dificuldade em transformar letras ou palavras num código verbal;
·         Dificuldade em memorizar canções e lengalengas;
·         Atenção instável.
Na psicomotricidade devem destacar-se:
·      Atraso na estruturação espácio-temporal e no conhecimento do esquema corporal;
·     Dificuldade em diferenciar a esquerda da direita;
  • Dificuldades perceptivas responsáveis pela confusão entre cores, forma, tamanhos e posições;
  • Dificuldade em memorizar sequências;
  • Dificuldades motoras na execução de exercícios manuais e de grafismos;
  • Tendência para a escrita em espelho (normal até aos 7 anos);
  • Dificuldade em associar rótulos verbais a conceitos direccionais.

domingo, 1 de maio de 2011

Tipos de Dislexia

De uma forma geral podemos distinguir a dislexia em dislexia adquirida ou dislexia evolutiva ou do desenvolvimento. No caso da dislexia adquirida, trata-se de leitores adultos que tendo adquirido essa capacidade vieram a perdê-la, em consequência de uma lesão cerebral, apesar de ter aprendido a ler e a escrever correctamente, depois da lesão o indivíduo pode não conseguir voltar a escrever sem erros. Por outro lado a dislexia evolutiva é caracterizada por dificuldades na aprendizagem da leitura e escrita logo desde o início, a leitura é lenta ou mesmo incompleta.  
A dislexia adquirida está subdividida em dislexia profunda, dislexia fonológica e dislexia de superfície. Os sujeitos com dislexia profunda e fonológica apresentam grande dificuldade na descodificação fonémica, o que compromete bastante a leitura de pseudopalavras, uma vez que elas não podem ser reconhecidas pela rota visual e esse reconhecimento está dependente da aplicação de regras de correspondência grafema-fonema, essas pessoas podem ainda cometer erros semânticos na leitura como, por exemplo, ler “sol” em vez de “lua”. Cometem também erros visuais, confundindo palavras como “mata” e “bata”, e erros morfológicos, como trocas de prefixos ou sufixos, “estávamos” por “estamos”. Relativamente à dislexia de superfície os indivíduos que têm dificuldade na rota visual são identificados pela sua dificuldade em ler palavras irregulares.
Dentro da dislexia do desenvolvimento podemos ainda diferenciar três subtipos, dislexia disfonética ou auditiva, dislexia diseidética ou visual e dislexia mista ou visuoauditiva. Na dislexia disfonética a dificuldade incide primariamente na integração símbolo-som (grafema-fonema), manifestando a criança uma dificuldade em desenvolver a análise e síntese fonética das palavras, nestes casos a soletração é diferente da palavra lida, ocorrendo substituição semântica frequente, substituindo-se uma palavra por outra de significado idêntico. A dislexia diseidética refere-se a uma dificuldade na percepção de palavras completas, com substituição de uma palavra ou fonema por outro de sonoridade idêntica. Por fim, a dislexia mista é caracterizada pela dificuldade do indivíduo na análise fonética das palavras e na percepção de letras e palavras completas.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O que é a Dislexia?

A Associação Internacional de Dislexia define dislexia como sendo uma dificuldade específica de aprendizagem, de origem neurobiológica. É caracterizada por dificuldades na correcção e/ou fluência na leitura de palavras e por baixa competência leitora e ortográfica. Estas dificuldades resultam de um défice fonológico, inesperado, em relação às outras capacidades cognitivas e às condições educativas. Secundariamente podem surgir dificuldades de compreensão leitora, experiência de leitura reduzida que pode impedir o desenvolvimento de vocabulário e dos conhecimentos gerais.
Estudos realizados através da análise da Ressonância Magnética Nuclear funcional (RMNf) comprovam a natureza neurológica desta disfunção. Quando lêem os indivíduos disléxicos utilizam circuitos cerebrais diferentes dos que são usados pelos bons leitores. Na imagem abaixo apresentada podemos verificar quais as áreas cerebrais implicadas no processo da leitura. Quando os indivíduos disléxicos executam a tarefa da leitura estas zonas cerebrais não são activadas, daí as suas dificuldades em converter a escrita em som.

Campos de aplicação da Psicomotricidade

Hoje em dia considera-se que a Psicomotricidade abrange três campos de actuação: a reeducação psicomotora, a terapia psicomotora e a educação psicomotora.
A Terapia Psicomotora dirige-se a indivíduos que apresentem incapacidades psicomotoras, nomeadamente as derivadas de lesões cerebrais, congénitas ou adquiridas, agudas ou crónicas, focais ou difusas, que influenciem e limitem a capacidade psicomotora e emocional, normal dos sujeitos.
A Reeducação Psicomotora impõe-se nos casos em que predomina o défice instrumental, ou seja, o corpo pois é o primeiro e único instrumento de actuação sobre o mundo. Ao contrário da educação, a reeducação tem um carácter curativo pois aplica-se a indivíduos com dificuldades.
A Educação Psicomotora prevê a optimização do potencial do indivíduo. Pretende dar uma formação de base que procura responder a uma finalidade, por um lado visa assegurar o desenvolvimento funcional tendo em conta as capacidades da criança e por outro lado pretende facilitar a expansão e o equilíbrio da afectividade através do intercâmbio humano. Apresenta um carácter preventivo. Esta vertente de intervenção é aquela que apresenta um maior potencial para combater as Dificuldades de Aprendizagem.